LAY OUT (OU BONECO)
Sempre envie um Lay out (ou boneco) montado de seu trabalho para referência junto à Grafpel. Mesmo em baixa resolução é um grande auxílio na montagem, na paginação, colagens, dobras, etc. e simplificam o processo de produção. Isso lhe garante maior probabilidade de acertos.

CARGA DE TINTA
Para as imagens escaneadas, a soma de todas as cores sobrepostas (C+M+Y+K) ou a área mais escura da imagem não deve ultrapassar os 320%, a fim de evitar decalques e não comprometer a secagem do impresso. Cada papel tem seu percentual de absorção, porém este valor acima já assegura parte de proteção.

CHAPADO PRETO + VERNIZ OFFSET
Quando você escolhe o preto 100% para ser impresso em offset, a densidade desta tinta somente não é suficiente para dar um aspecto de negritude ideal. Para conseguir um fundo preto sem manchas e acinzentado, use 100% de Preto (K), sobreposto ou calçado com 40% de Cyan ©. Assim o chapado ficará mais brilhante e com um tom negro aveludado. Não se esqueça de utilizar um verniz de proteção para todos os materiais que contenham grandes áreas chapadas.

COPY E PASTE DE IMAGENS
Grande causador de problemas, este processo de copiar imagens entre programas distintos (de Ilustrator para QuarkXpress, ou de Corel para PageMaker por exemplo) gera uma imagem no formato embedded no PC e pict no Mac. Ao ser enviado para impressoras postscript o arquivo pode ou não sair perfeito. É freqüente sair imagem incompleta, sem a mesma e também ocorrer erro postscript. Evite usar este procedimento mesmo que saia em sua impressora.

ENGANO AO EXPORTAR EPS
Ao exportar arquivos no formato EPS no CorelDraw! É comum a confusão com o formato Adobe Illustrator (*.AI, *.EPS). A solução é exportar de novo o arquivo como EPS (placeable) *.EPS.

ENQUADRAMENTO DA PÁGINA EM USO
É freqüente, agências e estúdios gerarem seus arquivos sem a definição da página de impressão. Defina sempre o formato da página lembrando que no Coreldraw existe o recurso de desaparecer com a borda da página de impressão.

FALTA DE ARQUIVOS DE IMAGENS
A simples presença de uma imagem na tela de seu computador não é a segurança de que ela realmente exista. Avalie sempre os links anexados ao arquivo e envie-os juntamente com o arquivo original. Alguns softwares são providos do recurso Collect for Bureau que já automatiza todo o processo. Porém o ideal é a geração de arquivos PDF ou Postscript (.ps, .prn.) pois todas as imagens, fontes, etc. já estarão incorporadas em um único arquivo.

FORMATAÇÃO DAS IMAGENS
Ao salvar imagens escolha sempre os formatos TIFF quando forem bitmaps e EPS quando forem vetoriais. Ao salvar as imagens em formato TIFF não use compressão LZW. Ao salvar imagens em formato EPS use sempre "Encoding" Binary. Ao utilizar o JPEG avalie se a versão do programa já habilita este tipo de imagem. A compressão JPEG excessiva pode comprometer drasticamente a reprodução da imagem.

GRADIENTES SEM PASSOS (STEPS)
Para se evitar etapas evidentes nos degradês uma solução é fazê-lo no Photoshop e aplicar um filtro "Add noise" de baixa intensidade.
Ao gerar o degrade em seu programa de preferência, avalie se o número de etapas é maior que 256 níveis. O problema também pode ser gerado pela imagesseter do Bureau que não tem a resolução necessária para gerar todos níveis de cor.

IMAGENS JUNTO COM CHAPADOS
Utilize cores especiais quando houver grandes áreas de chapados escuros juntamente com imagens (que usam pouca tinta). A limitação de alguns equipamentos de impressão offset pode comprometer as imagens para se obter as cores fortes do fundo.

IMAGENS RGB
Evite aplicar imagens no modo RGB em programas de editoração. A conversão feita pelos softwares que aceitam este tipo de imagem obedece a preferências particulares de cada software e pode gerar imagens acinzentadas ou que saiam somente no canal do preto.

 

FONTES (PARA O CASO DE ARQUIVO ABERTO)
Para Mac, envie todos as fontes usadas que não forem originais Adobe. Para PC, envie todas as fontes usadas (extensões TTF para TrueType e PFB e PFM para fontes Tipo I) que não forem padrão no sistema operacional Windows. Arquivos fechados com a incorporação das fontes evita maiores transtornos.

LETRAS E FIOS MUITO FINOS EM FUNDOS CHAPADOS COM VÁRIAS CORES
Evite usar letras muito finas sobre fundos chapados escuros com várias cores. A absorção de tinta do papel, a sobreposição de tintas, a "abertura" (dilatação e retração) do papel e outros fatores pode afetar a espessura das letras. Utilize fontes médias ou negritadas nestes casos. Quando da redução de uma imagem vetorial no seu computador, avalie se a espessura resultante é suficientemente grande para ser exposta no fotolito ou chapa.

TEXTOS EM CURVAS - CLIPPING PATH (NÓS) MUITO COMPLEXO
Ao converter textos (fontes) para curvas evite a geração de uma quantidade muito grande de "nós". Os softwares têm controles (flatness) para gerir esta conversão. Além de poder comprometer o resultado do seu documento na impressão (textos serrilhados) pode interferir na geração de fotolitos ou chapas.
Arquivos com muitos textos devem ser feitos em programas de paginação como o InDesign, PageMaker, Quark. Usar a Magic Wand no Photoshop para fazer uma seleção e criar um clipping path, pode gerar um path com um número muito grande de pontos (nós) de ancoramento e ser impossível de imprimir.
Aumente o flatness do clipping path. Se isto não resolver, pode-se reduzir o número de nós, refazendo a seleção e usando um número de pixels maior como tolerância na hora de criar o path.
No CorelDraw é possível saber qual é o número de nós apenas selecionando a curva (aparece na barra de informações); deve-se evitar um número maior que 400 nós. No Adobe Illustrator pode-se diminuir a complexidade de um path usando a opção split long paths. O FreeHand também possui esta opção, mas apenas no menu de impressão.

SANGRIA
Deixe sempre uma área além das marcas de corte para páginas que não devam ter áreas brancas em seus limites. A chamada "sangria" é este excesso de imagem fora das marcas de corte. Três mm de sangria são suficientes como margem de segurança.

PROBLEMA NO ACABAMENTO - GRAMPO CANOA (EFEITO ESCADINHA)
Quando um impresso, com acabamento de dois grampos, tem muitas páginas, é natural que as lâminas centrais "saiam" para fora das linhas de cortes. Não deixe imagens, tarjas, números de páginas ou textos muito próximos das laterais, para que elas não saiam cortadas no refile final do material. Solicite a Grafpel que lhe informe o quanto de margem em cada lateral você deverá manter na editoração do trabalho.

MANCHAS DE MANUSEIO NOS IMPRESSOS
Para se evitar manchas de dedos em áreas de cores escuras ou outras, devemos aplicar no impresso o verniz offset, verniz U.V., laminação ou plastificação.

TESTE SEU PDF OU ARQUIVOS POSTSCRIPT
Para obter a visualização de um arquivo fechado, utilize o Adobe Acrobat. O Distiller serve para converter arquivos fechados em PDF, e o Reader, permite a visualização. Além de ser um arquivo bem menor, o PDF pode ser visualizado, o que confere mais segurança ao cliente e ao Bureau ou Gráfica.

PROVAS DIGITAIS E ANALÓGICAS
As provas digitais são todas as que são feitas diretamente e por intermédio de um arquivo digital, nelas se incluem as tecnologias jato de tinta, laser, térmicas etc. São inúmeros fabricantes com diversos níveis de qualidade e tecnologia. Provas analógicas necessitam do fotolito para serem executadas, são elas prelo, cromalin, pressmatch e matchprint.